Tinha sinais no corpo que transformariam o ato de saber simbólico, que tornará o conhecimento que qualquer se vivo tem para viver, na consciência do saber que é o começo da possibilidade de os seres vivos aprenderem não só diretamente do e com seu meio natural, mas uns com os outros e um entre os outros culturalmente.
Antropólogos costumam dizer que a sobrevivência de um mundo social depende de os seus sujeitos descobrirem meios de entre eles, segundo as suas categorias de pessoas, circularem sempre: bens, mulheres e mensagens. Quando o homem sabe e ensina o saber, é sobre e através das relações de objetos, pessoas e idéias que ele está falando. E é no interior da totalidade e da diferença das situações através das quais o trabalho e as trocas de frutos de trabalho e as trocas de frutos do trabalho garantem a sobrevivência, a convivência e a transcendência, que, no interior de uma vida coletiva anterior à escola, mas plena de educação, os homens entre si se ensinam e aprendem. Ao mesmo tempo em que socialmente a educação é condição da permanente recriação, cultura, individualmente a educação, uma relação de saber entre trocas de pessoas, é condição da criação da pessoa. Aprender significa tornar-se, sobre o organismo, uma pessoa, ou seja, realizar em cada experiência humana individual a passagem da natureza a cultura.
Durante quase toda a história social da humanidade a prática pedagógica existiu sempre, mas imersa em outras práticas sociais anteriores. Imersa no trabalho: durante as atividades de caça, pesca e coleta, depois, de agricultura e pastoreio, de artesanato e construção. Imersa no ritual: seja no enterro de um morto, num rito de iniciação, ou em outra qualquer celebração coletiva, as pessoas cantam, dançam e representam, e tudo o que fazem não apenas celebra, mas ensina. Imersa nos diferentes trabalhos de viver o cotidiano da cultura: aparentemente espontâneas e desorganizadas, as situações de brincadeiras d meninos, as tropelias de adolescente e as trocas de amor entre jovens são momentos de troca de condutas e significados, regidas por regras e princípios que, aos poucos, incorporam à pessoa de cada um os códigos das diferentes outras situações da vida social.
Enquanto o trabalho produtivo não se dividiu socialmente em um poder comunitário não se separou da vida social, também o saber necessário não teria existido separado da própria vida.
Através do plantio de grãos o homem pode afinal fixar-se de atividades contínuas e de resultado imprevisto, como a caça e a coleta e, finalmente, pode multiplicar-se. Locais de moradias concentrada de muitas pessoas organizadas em sociedades cada vez mais complexas e diferenciadas.
Mesmo entre grupos tribais, aldeias e sociedades mais amplas, onde as relações com a natureza especializam o trabalho e começam por categorias de sujeitos sociais, deixando a uns o puro poder, pequenas confrarias de senhores “feudais”, de magos e feiticeiros, de artistas e artesãos, separam o repertório do conhecimento comum (ciência, arte, tecnologia, mitos e crenças tribais) setores de saber que se apropriam saberes que reelaboram, com os quais produzem o exercício da prática e a legitimidade de seu oficio e que, em muitos casos, tornam parcial ou totalmente interditos aos “outros”.
Para Brandão a produção de um saber popular se dá, pois, em direção oposta àquela que muitos imaginam ser a verdadeira. Não existiu primeiro um saber científico, tecnológico, artístico ou religioso “sábio e erudito” que, levado a escravos, servos, camponeses e pequenos artesãos, tornou-se, empobrecido, um “saber do povo”. Houve primeiro de todos que, separado e interdito, tornou-se “sábio e erudito”; o saber legitimo que pronuncia a verdade e que, por oposição estabelece como “popular” o saber do consenso de onde se originou.
Diz Brandão que, tornou-se o saber das frações (classes, grupos, povos, tribos) subalternas da sociedade desigual. Em um primeiro longínquo sentido, as formas – imersas ou não em outras práticas sociais -, através das quais o saber das classes populares ou das comunidades sem classes é transferido entre grupos ou pessoas, são a sua educação popular.
Antropólogos costumam dizer que a sobrevivência de um mundo social depende de os seus sujeitos descobrirem meios de entre eles, segundo as suas categorias de pessoas, circularem sempre: bens, mulheres e mensagens. Quando o homem sabe e ensina o saber, é sobre e através das relações de objetos, pessoas e idéias que ele está falando. E é no interior da totalidade e da diferença das situações através das quais o trabalho e as trocas de frutos de trabalho e as trocas de frutos do trabalho garantem a sobrevivência, a convivência e a transcendência, que, no interior de uma vida coletiva anterior à escola, mas plena de educação, os homens entre si se ensinam e aprendem. Ao mesmo tempo em que socialmente a educação é condição da permanente recriação, cultura, individualmente a educação, uma relação de saber entre trocas de pessoas, é condição da criação da pessoa. Aprender significa tornar-se, sobre o organismo, uma pessoa, ou seja, realizar em cada experiência humana individual a passagem da natureza a cultura.
Durante quase toda a história social da humanidade a prática pedagógica existiu sempre, mas imersa em outras práticas sociais anteriores. Imersa no trabalho: durante as atividades de caça, pesca e coleta, depois, de agricultura e pastoreio, de artesanato e construção. Imersa no ritual: seja no enterro de um morto, num rito de iniciação, ou em outra qualquer celebração coletiva, as pessoas cantam, dançam e representam, e tudo o que fazem não apenas celebra, mas ensina. Imersa nos diferentes trabalhos de viver o cotidiano da cultura: aparentemente espontâneas e desorganizadas, as situações de brincadeiras d meninos, as tropelias de adolescente e as trocas de amor entre jovens são momentos de troca de condutas e significados, regidas por regras e princípios que, aos poucos, incorporam à pessoa de cada um os códigos das diferentes outras situações da vida social.
Enquanto o trabalho produtivo não se dividiu socialmente em um poder comunitário não se separou da vida social, também o saber necessário não teria existido separado da própria vida.
Através do plantio de grãos o homem pode afinal fixar-se de atividades contínuas e de resultado imprevisto, como a caça e a coleta e, finalmente, pode multiplicar-se. Locais de moradias concentrada de muitas pessoas organizadas em sociedades cada vez mais complexas e diferenciadas.
Mesmo entre grupos tribais, aldeias e sociedades mais amplas, onde as relações com a natureza especializam o trabalho e começam por categorias de sujeitos sociais, deixando a uns o puro poder, pequenas confrarias de senhores “feudais”, de magos e feiticeiros, de artistas e artesãos, separam o repertório do conhecimento comum (ciência, arte, tecnologia, mitos e crenças tribais) setores de saber que se apropriam saberes que reelaboram, com os quais produzem o exercício da prática e a legitimidade de seu oficio e que, em muitos casos, tornam parcial ou totalmente interditos aos “outros”.
Para Brandão a produção de um saber popular se dá, pois, em direção oposta àquela que muitos imaginam ser a verdadeira. Não existiu primeiro um saber científico, tecnológico, artístico ou religioso “sábio e erudito” que, levado a escravos, servos, camponeses e pequenos artesãos, tornou-se, empobrecido, um “saber do povo”. Houve primeiro de todos que, separado e interdito, tornou-se “sábio e erudito”; o saber legitimo que pronuncia a verdade e que, por oposição estabelece como “popular” o saber do consenso de onde se originou.
Diz Brandão que, tornou-se o saber das frações (classes, grupos, povos, tribos) subalternas da sociedade desigual. Em um primeiro longínquo sentido, as formas – imersas ou não em outras práticas sociais -, através das quais o saber das classes populares ou das comunidades sem classes é transferido entre grupos ou pessoas, são a sua educação popular.
